segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cinemática - Aula 03

MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME


Em nosso estudo do movimento, iremos estudar o tipo de movimento mais simples que é o movimento retilíneo uniforme.

  • Retilíneo, porque o objeto desloca-se em uma trajetória reta;
  • Uniforme, porque a velocidade do objeto é constante, isto é, não muda.


Por exemplo um carro se deslocando em uma longa estrada reta com velocidade constante.

carro em estrada reta.
1 –Velocidade média (Vm)

É comum escutarmos em corridas de Fórmula 1 que a velocidade média de um carro foi de 180 km/h, mas isso não quer dizer que o piloto manteve o ponteiro do velocimetro do carro no número 180 durante a corrida toda.

Para calcularmos a velocidade média de um móvel, utilizamos a expressão:


onde:

Sf – Posição final do objeto;
Si – Posição inicial do objeto;
tf – tempo no final da observação do movimento;
ti – tempo no início da observação do movimento.

Por exemplo, determinar a velocidade média do carro na ilustração abaixo:


Si = 10 m
Sf = 30 m
ti = 0 s

tf = 2 s
Logo: 


Assim, a velocidade média do carro é de 20 m/s

Um motorista registrou o a kilometragem do seu carro com a seguinte tabela:

t (h)
1
2
3
4
5
S (km)
50
100
150
200
250

De acordo com a tabela, a velocidade média do carro será:


 Então a velocidade média do carro é de 50 km/h.

Um motorista em viagem percebe que às 5 horas o seu carro passou pelo kilômetro 50 da Ce -116 e às 10 horas passou pelo kiômetro 300 da estrada. Qual a velocidade média do carro?

ObsNo movimento retilíneo uniforme vale a mesma fórmula que aprendemos nas aulas anteriores para velocidade, ou seja, podemos fazer:

Vm = d / t

Para fixar a matéria um pouco mais, vamos assistir ao vídeo abaixo



Acesse o link para estudar Física usando o seu celular:

FIM

Cinemática - Aula 02

Na aula passada aprendemos a calcular o valor da velocidade e vimos que algumas de suas unidades são:
  • m/s – metro por segundo;
  • km/h – kilômetro por hora.

No entanto, em provas de concursos, as unidades de velocidade são pedidas no SI (Sistema Internacional de Unidades), ou seja elas devem ser calculadas em m/s. Portanto, é muito importante que saibamos passar de a velocidade de m/s para km/h e de km/h para m/s.


A regra é a seguinte:

m/s km/h multiplicamos por 3,6
km/h → m/s dividimos por 3,6


Conversão de velocidades



Por exemplo, seja converter as velocidades abaixo:

a)20 m/s = ____ km/h

Cálculo: 20 x 3,6 = 72 km/h

b) 108 km/h = ___ m/s

Cálculo: 108 : 3,6 = 30 m/s

c) 100 km/h = ___ m/s

d) 50 m/s = ___ km/h

e) 80 km/h = ___ m/s

f) 30 m/s = ___ km/h

g) 10 m/s = ___ km/h

h) 90 km/h = ___ m/s

  • Um carro percorre uma distância de 300 km em 3 horas, calcule a velocidade do carro em km/h e em m/s. Resp. 100 km/h e 27,8 m/s
Bugatti

DESLOCAMENTO DE UM MÓVEL (ΔS)

O deslocamento de um objeto, é representado pelo símbolo ΔS(delta S), onde Δé um letra grega denominada 'delta'.
Geralmente o Δrepresenta em Física, uma conta de subtração, nesse caso ΔSé dado pela igualdade:

ΔS = Sf - Si
onde
  • Sfposição final ocupada pelo objeto;
  • Siposição inicial ocupada pelo objeto.
Observe a figura abaixo:


Si= 10 m
Sf= 30 m

Com os valores das posições inicial e final ocupada pelo carro, podemos calcular o seu deslocamento, que é igual a:
ΔS = Sf– Si= 30m – 10m = 20 m
O carro fez um deslocamento de 20 metros.

Obs: Deslocamento e distância percorrida não são a mesma coisa. Enquanto o deslocamento (ΔS)é a diferença entre a posição final e a inicial de um móvel, a distância percorrida (d) representa o quanto o móvel realmente percorreu. Assim, no exemplo acima, a distância percorrida pelo carro em relação à origem da trajetória é d = 30 m.

Observe a figura abaixo:


Para calcular o deslocamento ΔSdo esquiador temos:
Si= 0 m
Sf= 140 m
ΔS = Sf– Si=140 m – 0 m = 140 m

E para calcular a distância percorrida (d):
d = 40m + 100 m + 40 m + 40 m + 100 m + 100 m = 420 m

Na figura abaixo:

A distância percorrida dé:

d = 4 + 2 + 4 +2 = 12 m

Mas o deslocamento ΔSé zero, porque Si= Sf= 0:

ΔS = 0 – 0 = 0

Note que o objeto termina no mesmo local aonde começou a sua viagem (ponto A).

Exercícios:
1 - Calcule o deslocamento e a distância percorrida nas trajetórias abaixo:


2 -  Calcule o deslocamento e a distância percorrida do ponto A até o ponto C.



3 - 

Para aprender mais: visite o site:





FIM

Cinemática - Aula 01


É a parte da Física que estuda o
movimento dos corpos


Antes de estudar o movimento dos corpos, precisamos aprender alguns conceitos iniciais:

1 – Móvel – É qualquer objeto que esteja se movimentando. Por exemplo: um carro na estrada, você caminhando para a escola, uma pessoa andando de bicicleta, etc.

2 – Trajetória – É o caminho por onde passa o móvel. Por exemplo:

  • Um carro passando na rua / a trajetória é a rua;
  • A marca das suas pegadas na areia. / a trajetória são as pegadas na areia;
  • Uma moto na Av. Bezerra de Menezes. / a trajetória é a Av. Bezerra de Menezes.

Uma trajetória de possuir:

  • Uma origem;
  • Um sentido.

A origem da trajetória é o local aonde ela começa, isto é, o seu início.


Representação de uma trajetória

  1. Indicamos a origem da trajetória com um número 0 (zero);
  2. A seta indica o sentido da trajetória (a direção na qual os números vão aumentando)

Os números que aparecem na trajetória servem para localizar o móvel que se movimenta por ela.

Por exemplo, o móvel na figura abaixo localiza-se no kilômetro 160 da estrada.


Posição de um móvel na trajetória

3 – Velocidade – A velocidade indica a rapidez com que um objeto se movimenta. Quanto maior a velocidade, mais rápido está o objeto.


The Bolt - o corredor mais rápido do mundo (100 m rasos).

Vamos supor que o atleta da figura acima, tenha o seu movimento registrado conforme a tabela abaixo, aonde registrou-se o tempo em segundos (s) e a distância percorrida pelo atleta em metros (m):

t(s)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
d (m)
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100

Note que a cada 1 segundo, o corredor percorreu 10 m, podemos então dizer que a sua velocidadefoi de 10 m/s (10 metros por segundo).


Assim, podemos determinar a velocidade de um objeto através da seguinte expressão:

v = d / t

v – velocidade do objeto;
d – distância percorrida pelo objeto;
t – tempo gasto pelo objeto para percorrer essa distância.

Então, aplicando a fórmula para o exemplo acima, teremos:

v = d / t = 100 m / 10 s = 10 m/s

4 – Exercícios.

  1. Um carro para ir de uma cidade a outra gasta 5 h de viagem. Calcule a velocidade do carro, sabendo-se que a distância entre as cidades é de 500 km. Resp. 100 km/h
  2. Uma pessoa caminha um rua de 200 m de comprimento em 20 s. Qual a velocidade dessa pessoa? Resp. 10 m/s
  3. Um ciclista consegue atingir com a sua bicicleta uma velocidade de 10 m/s durante 5 s. Que distãncia ele terá percorrido? Resp. 50 m.

4 - Um móvel encontra-se com uma velocidade de 30 km/h, que distância ele terá percorrido após 2 h? Resp. 60 km.
5 - Um avião percorre uma distãncia de 900 Km com uma velocidade de 300 km/h. Quanto tempo ele gastou nesse vôo? Resp. 3 h
6 - Para ir à casa de um amigo, você caminha com uma velocidade de 1,5 m/s. Determine o tempo de caminhada se a distância entre as casas é de 75 m. Resp. 50 s


FIM

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

MOVIMENTO UNIFORMEMENTE ACELERADO


O pouso de um caça de combate "Tom Cat" no USS Nimitz é um exemplo de movimento uniformemente variado, no qual o jato possui um movimento acelerado e reduz esta aceleração até o repouso.



1 – Aceleração


Quando um objeto muda o valor de sua velocidade para mais ou para menos, dizemos que este objeto está sofrendo uma aceleração. No exemplo a seguir vemos que o carro encontra-se inicialmente parado e depois sua velocidade começa a aumentar, isto é, ele começa a ganhar aceleração.



2 – Aceleração Média


Podemos calcular a aceleração média de um objeto através da expressão:


Vf– velocidade final do objeto;

Vi– velocidade inicial do objeto;

tf– tempo final;

ti– tempo inicial

Vamos imaginar que a variação da velocidade de um carro ocorre conforme a tabela abaixo:

Podemos determinar o valor da aceleração média assim:

Vf= 25 m/s Vi = 10 m/s

tf= 3 s ti = 0 s


Observe que a unidade de aceleração é m/s2 (metros por segundo ao quadrado), significando que a cada segundo a velocidade aumenta de 5 m/s

Um segundo tipo de exemplo:

Ao se determinar a aceleração média de um carro verificou-se que quando o cronômetro marcava 10 s, a velocidade do carro era de 25 m/s; e quando o cronômetro marcou 15 s, a velocidade do carro era de 30 m/s. Determine a aceleração média do carro.

Solução:

Vf= 30 m/s Vi = 25 m/s

tf= 15 s ti = 10 s



E finalmente, um terceiro exemplo:

Um atleta consegue atingir a velocidade de 8 m/s em um intervalo de tempo igual a 4 s. Qual a sua aceleração média?

Solução:

ΔV = 8 m/s Δt = 4 s




A


sexta-feira, 23 de março de 2012

Aceleração


Quando a velocidade de uma partícula muda, dizemos que essa partícula sofre uma aceleração (ou simplesmente é acelerada). Para o movimento ao longo de um eixo, a aceleração média amed ocorrida em um intervalo de tempo Δté dada pela expressão:


Na qual a partícula possui velocidade v1no tempo t1e depois, velocidade v2no tempo t2. A aceleração instantâneaou simplesmente aceleraçãoé dada pela igualdade:

 

Ou seja: a aceleração de uma partícula em qualquer instante de tempo é a taxa na qual sua velocidade está mudando naquele instante. Graficamente, a aceleração em qualquer ponto é a declividade da curva de v(t)naquele ponto. Combinando as equações já vistas, podemos escrever:

 

Ou seja, a aceleração de uma partícula em qualquer instante de tempo é a segunda derivada da posição x(t)em relação ao tempo. No SI, a unidade de aceleração é o metro por segundo por segundo m/(s.s) ou m/s2. As outras unidades aparecem na forma comprimento / (tempo . Tempo) ou comprimento / tempo2. A aceleração tem magnitude e direção, sendo portanto uma quantidade vetorial. O seu sinal algébrico + ou – representam o sentido assumido em um eixo, da mesma forma que foi visto para o deslocamento e para a velocidade, isto é, uma aceleração com valor positivo, acelera no sentido positivo de um eixo e uma aceleração com valor negativo, acelera no sentido negativo do eixo.


A figura abaixo é o gráfico da aceleração de um elevador, discutido anteriormente. Compare a curva a(t)com a curva v(t)– cada ponto da curva a(t)mostra a derivada (declividade) da curva v(t)no tempo correspondente. Quando vé constante (em 0ou 4 m/s), a derivada é zero, assim como também, a aceleração. Quando o elevador começa a se movimentar, a curva v(t)tem uma derivada positiva (a declividade é positiva), significando que a aceleração também é positiva. Quando o elevador diminui a velocidade até parar, a derivada e a declividade da curva v(t)são negativas, isto é, a(t)é negativa.

Em seguida, compare as declividades da curva v(t)durante os dois períodos de aceleração e observe que a magnitude da desaceleração e maior do que a magnitude da aceleração e que nos instantes em que a velocidade é constante a aceleração é nula conforme está ilustrado no gráfico.


Position – posição;

Velocity – velocidade;

Acceleration – aceleração;

Deceleration – desaceleração;

Slope of – declividade de.


As sensações que você sentiria ao viajar no elevador da figura acima estão indicadas nos desenhos do menino, na parte inferior da figura. Quando o elevador começasse a acelerar, você se sentiria como que pressionado para baixo, mais tarde, quando o elevador freiasse até parar, você se sentiria como que esticado para cima. Na situação intermediária, você nada sentiria. Isso quer dizer que o seu corpo reage a acelerações (ele é um acelerômetro), porém não reage a velocidades (ele não é um velocímetro). Quando você está viajando em um carro a 90 km/h ou em avião a 900 km/h, seu corpo não sente nada em relação ao movimento. Todavia, se o carro ou avião mudarem rapidamente de velocidade, você perceberá a mudança e talvez fique até assustado.

Um exemplo mais radical é mostrado nas fotografias abaixo, que foram tiradas enquanto uma cápsula de foguete foi rapidamente acelerada sobre um trilho e repentinamente freada até parar. 

 

Observe os efeitos que a aceleração causa sobre o ocupante da cápsula.

Grandes acelerações são algumas vezes expressas em termos de unidades g, onde

1g = 9,8 m/s2 (unidade g)

Em uma montanha russa, você pode experimentar breves acelerações acima de 3g, ou seja, (3)(9,8 m/s2) ou cerca de 29 m/s2, mais do que suficiente para justificar o preço do passeio.

Numa montanha russa é possível atingir acelerações até 3g.


Dicas para resolução de problemas

O sinal da aceleração: Em linguagem comum, o sinal da aceleração não possui significado científico: uma aceleração positiva indica que a velocidade de um objeto está aumentando, e uma aceleração negativa indica que a velocidade está diminuindo (o objeto está desacelerando). Todavia, em nosso estudo, o sinal de uma aceleração indica um sentido e não se a velocidade de um objeto está diminuindo ou aumentando.

Por exemplo: Se um carro com uma velocidade inicial v = - 25m/s é freado e pára após 5.0 s, então a amed = + 5.0 m/s. A aceleração é positiva, porém a velocidade do carro estava diminuindo. A explicação é a diferença de sinais: o sentido da aceleração é oposto ao sentido da velocidade.


  • Aqui está uma forma apropriada de interpretar os sinais:
Se os sinais da velocidade e da aceleração de uma partícula são iguais, então a velocidade da partícula está aumentando. Se os sinais são opostos, a velocidade está diminuindo.



Verificação de aprendizagem.

Um tatu move-se ao longo do eixo x. Qual é o sinal de sua aceleração se ele se mover:

  1. Na direção positiva com a velocidade aumentando;
  2. Na direção positiva com a velocidade diminuindo;
  3. Na direção negativa com a velocidade aumentando;
  4. Na direção negativa com a velocidade diminuindo?

Lá vai o tatu.


A posição de uma partícula sobre o eixo da figura abaixo é dada pela expressão:

x = 4 – 27t + t3,

com x em metros e t em segundos.



Positive direction – direção positiva

Negative direction – direção negativa

Origin - origem


  1. Uma vez que a posição x depende do tempo t, a partícula pode estar se movendo. Determine a função velocidade da partícula v(t) e a função aceleração a(t).

Solução:

1 - Para obter a função velocidade v(t), derivamos a função posição x(t) em relação ao tempo t.

2 – Para obter a função aceleração a(t), derivamos a função velocidade v(t) em relação ao tempo t.


Cálculos:

Diferenciando a função posição x(t), obtemos:


Com vem metros por segundos. Derivando a função velocidade em relação ao tempo t, obtemos:







(b) Determine o tempo t para o qual v = 0.

                                                 Como   


logo                                                t = 9 s e t = - 9 s



Assim, a velocidade é nula 3s antes do cronômetro marcar 0s e 3s após o cronômetro marcar 3s.


(c) Descreva o movimento da partícula para t ≥ 0.

Precisamos analisar as expressões x(t), v(t) e a(t). Quando t = 0, a partícula está em x(0) = + 4 me movendo-se com uma velocidade de v(0) = -27 m/s, isto é, no sentido negativo do eixo x. Sua aceleração é a(0) = 0 porque até então, a velocidade da partícula não está mudando.

Para 0 < t < 3s, a partícula ainda possui uma velocidade negativa, logo ela continua movendo-se no sentido negativo do eixo x, no entanto sua aceleração não é mais nula, mas está aumentando e é positiva. Uma vez que os sinais da velocidade e da aceleração são opostos, a partícula está ficando mais lenta.


Na verdade, já sabemos que ela pára momentaneamente quando t = 3 s. Substituindo t = 3 s na expressão x(t), descobrimos que a posição da partícula é x = - 50 m e sua aceleração ainda é positiva.

Para t > 3 s, a partícula move-se para a direita no eixo x.Sua aceleração permanece positiva e cresce progressivamente em magnitude. A velocidade é agora positiva e também cresce progressivamente em magnitude.


Aceleração constante: Um Caso Especial

Em muitos tipos de movimento, a aceleração pode ser constante ou praticamente constante. Por exemplo: você pode acelerar um carro a um taxa aproximadamente constante, quando o semáforo muda de vermelho para verde. Então o gráfico de sua posição, velocidade e aceleração seria parecido com o gráfico da figura abaixo:



Slope varies – declividade varia


Perceba que a(t)na figura c é constante, o que faz com que a curva v(t) na figura b apresente uma declividade constante. Depois, quando você freia o carro até parar, a aceleração (ou a desaceleração) também pode ser aproximadamente constante.

Casos semelhantes são tão comuns de acontecer que um conjunto de equações especiais foram deduzidas a fim de lidarem com essas situações. Lembre-se que:

Essas equações são válidas somente quando a aceleração é constante (ou situações nas quais a aceleração pode ser considerada constante).

Quando a aceleração é constante, a aceleração média e a aceleração instantânea são iguais e podemos escrever a equação abaixo:




Aqui, v0 é a velocidade no tempo t = 0 e vé a velocidade para qualquer tempo posterior t. Podemos re – escrever esta equação como:

v = v0 + at. (2-11)


Note que a equação acima reduz-se a v = v0 para t = 0, como deveria ser; além do mais, ao derivarmos a referida equação em relação ao tempo t, teremos dv/dt = a, que é a definição de a A figura abaixo mostra um gráfico da equação acima. A função v(t) é linear, sendo o seu gráfico uma reta.





Velocity = velocidade

Slope = declividade


Da mesma forma, podemos reescrever a equação (com algumas mudanças na notação)



como:




e então como:


x = x0 + vmed t      (2-12)

Na qual x0é a posição da partícula quando t = 0 e vmedé a velocidade média entre t = 0 e um tempo posterior t.


Na função linear da equação x = x0 + vmed t, a velocidade média em qualquer intervalo de tempo (digamos de t = 0até um tempo t) é a média das velocidades no início do intervalo (= v0) e a velocidade no final do intervalo (= v). Para o intervalo de t = 0 até o tempo t, a velocidade média será:

  (2-13)


Substituindo o lado direito da equação (2-11) por v e rearranjando, teremos:

   (2-14)


Finalmente, substituindo a Eq. 2-14 na Eq. 2-12, teremos:

    (2-15)



Só para conferir, note que fazendo t = 0, teremos x = x0, como deveria ser. Além do mais, derivando a Eq. 2-15 em relação ao tempo t, obteremos a Eq. 2-11, como deveria ser.

A figura abaixo mostra um gráfico da Eq 2-15. A função é quadrática e assim o gráfico é uma curva.



 Position - posição


O